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sábado, 30 de abril de 2011

OS ENCANTOS DA FILOSOFIA BUDISTA- PARA INICIANTES.

Fé, prática e estudo
Edição 2081 - Publicado em 30/Abril/2011 - Página A5
a forma correta de praticar o Budismo



Forma correta
O princípio “Fé, Prática e Estudo” explica a forma correta de praticar o Budismo Nitiren.
Por que a forma correta?
A fé, a prática e o estudo garantem que a vida de um budista seja sustentada por dois pilares: juramento Seigan e unicidade de mestre e discípulo.
Os dois pilares
Esses pilares são essenciais para uma prática eficiente. Mas sua aplicação necessita que se acredite, compreenda e aja.
Na falta
Se o princípio fé, prática e estudo estiver incompleto, os dois pilares estarão comprometidos. Isso porque ou você não acredita, ou não compreende ou não age.
Exemplo prático
Um exemplo conhecido para esclarecer a sua importância é a analogia do carro. Fé, prática e estudo são comparadas às partes de um automóvel: fé corresponde ao motor, força motriz, que libera a energia capaz de colocá-lo em movimento; prática corresponde às rodas, que permite o avanço do automóvel e o estudo dá a direção tal, como o volante.
A relação dos três
Conclusão baseada no exemplo: a prática converte a fé em ação, sem a prática não há progresso. O estudo direciona tanto a fé quanto a prática para um caminho correto de acordo com o ritmo da Lei.
Gosho
Nitiren Daishonin trata deste princípio no escrito O verdadeiro aspecto de todos os fenômenos”: “Creia no Gohonzon, o supremo objeto de devoção de todo mundo. Fortaleça ainda mais sua fé e receba a proteção de Sakyamuni, de Muitos Tesouros e dos budas das dez direções. Exerça-se nos dois caminhos da prática e do estudo. Sem eles, não pode haver Budismo. Deve não somente perseverar em sua fé, mas também ensinar aos outros. Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Ensine aos outros com o melhor de sua habilidade, mesmo que seja uma única sentença ou frase” (As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 1, p. 369).
A fé
No escrito Resposta à Dama Nitinyo, Nitiren Daishonin declara: “O mais importante é recitar Nam-myoho-rengue-kyo de tal modo que possa alcançar o estado de Buda. Tudo depende da força de sua fé” (ibidem, p. 326).
A prática
Na obra Nova Revolução Humana consta: “A prática consiste em prática individual e prática altruística. Elas são como rodas de um carro, com as quais se abre o caminho para a felicidade absoluta. De forma concreta, a prática individual refere-se à recitação do Gongyo e do Daimoku, e a prática altruística indica o Chakubuku.
O estudo
No capítulo “Vitória” da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda escreve: “O estudo do Budismo é semelhantes às placas de sinalização do caminho da prática da fé, pois a fé, tal como um sentimento, é volúvel. Mesmo uma ardente fé pode esfriar facilmente e tornar-se vulnerável. Por essa razão, o estudo do Budismo é importante para iluminar o caminho a seguir na vida e na prática da fé. Além disso, proporciona uma formação filosófica de como conduzir a vida como budista” (vol. V, p. 142).
Ainda sobre o estudo
No capítulo “Vanguarda” da Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda orienta: “A base fundamental do exercício budista consiste em ‘fé, prática e estudo’. (...) o conhecimento sobre o budismo é imprescindível para distinguir as qualificações das religiões e também para discernir claramente o verdadeiro espírito e o ensino de Nitiren Daishonin. O presidente Toda disse que ‘a razão cria a fé, e a fé busca a razão’. Ou seja, aprofundando a razão por meio do estudo do budismo, fortalece-se também a fé, e o fortalecimento da fé possibilita uma maior profundidade no estudo” (NRH, vol. II, p. 14).
A fé sustentada pela prática e pelo estudo
A fé deve estar acompanhada pela prática e pelo estudo. Isso a mantém saudável e a torna força propulsora da revolução humana. Uma fé mal direcionada leva a caminhos errados.
Ilusão
Se uma pessoa estuda, porém não coloca em prática, o exercício budista torna-se ilusão.
Rotina
Se uma pessoa estuda e pratica, mas não tem fé, o exercício budista torna-se rotina.
Fanatismo
Se uma pessoa tem fé e pratica, mas não estuda, o exercício budista torna-se fanatismo.
Conclusão
Portanto, fé é importante para atingir a iluminação. Ela é a origem da prática e do estudo, e o equilíbrio de ambos aprofunda a fé. A energia vital brota desse aprofundamento e torna-se a base para a prática e estudo contínuos.


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