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segunda-feira, 2 de maio de 2011

SAL COMUM X SAL MARINHO

Nas gôndolas, rótulos com a denominação “sal marinho” conquistam cada vez mais consumidores. A nomenclatura, porém, não garante um produto mais saudável
Publicado em 17/04/2011 | Michele Bravos, especial para a Gazeta do Povo - micheleb@gazetadopovo.com.br
O sal foi moeda de troca, presente de boas-vindas, pagamento de soldados e agente contra a proliferação de bactérias. Hoje, é alvo de atenção quando o assunto é saúde, já que o brasileiro costuma consumir 13mg de sal por dia, enquanto que o ideal seria 6mg, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A nutricionista Giselda Wisnievski, supervisora de Nutrição do Hospital Vitória, explica que o chamado “sal marinho”, no seu estado mais puro, sem refinamento, é um pouco mais saudável que o refinado, por ser menos processado e, assim, preservar importantes minerais, como o cálcio e o magnésio (além disso, é mais consistente).
 A sua escolha
A nutricionista Giselda Wisnievski, supervisora de Nutrição do Hospital Vitória, diferencia os tipos de sal mais comuns:
Sal refinado
Refinado e alvejado. Não possui impurezas nem sais minerais e contém aditivos químicos.
Sal não refinado/marinho
Passa pela primeira lavagem, mantendo impurezas e uma quantia de minerais.
Sal grosso
Pode ser refinado ou não. O diferencial é a granulação.
Sal light
50% de cloreto de sódio e 50% cloreto de potássio. Indicado para quem tem pressão alta, mas não para quem tem problemas renais.
Sal kosher
Importado, mais grosso e não iodado. O nome vem da cultura judaica.
Flor de sal
Cristais de sal que ficam na superfície da água durante a produção do sal marinho. Usado na alta gastronomia.
Fonte: Instituto do Sal (www.saltinstitute.org)
A nutricionista lembra, no entanto, que tanto o sal marinho quanto o refinado apresentam quantidades similares de sódio e o consumo de ambos deve ser controlado. “O teor de sódio máximo para consumo no dia é de 2,4g. O excesso de sal, além de hipertensão arterial e edema, pode provocar broncoespasmos em pessoas asmáticas”, diz a nutricionista.
Giselda alerta ainda que o uso excessivo do sal refinado pode desenvolver cálculos renais e vesiculares, devido aos aditivos químicos incorporados no refinamento. Com o sal não refinado, não há estudos que comprovem tal efeito.
Para a nutricionista, não há como tomar partido por um tipo de sal ou por outro. “Se o sal (marinho não refinado) é tão mais caro, não tem motivo para você encarecer o seu cardápio. Sou da opinião que não devemos exagerar e devemos prestar atenção na qualidade do sal. Observe se a concentração de iodo está entre 2mg e 6mg por 100g do produto.” A quantidade de iodo necessária ao organismo nem sempre pode ser suprida de outras maneiras. Por isso, “um pouquinho de sal não faz mal a ninguém.”
Preço
Por mais que o sal marinho não refinado mantenha algumas propriedades, a isenção do refinamento o mantém com impurezas e, além disso, o seu custo é elevado. O doutor em engenharia civil e ambiental Rodrigo da Silveira, professor do curso de Engenharia Ambiental da PUCPR, explica que o processo para a produção do sal marinho integral demanda mais tempo de trabalho, o que o encarece. Os pacotes de 1 quilo do sal marinho não refinado, por exemplo, custam mais que o dobro do sal comum (grosso ou moído).
Vale lembrar que o sal é obtido através de dois tipos de extração: o marinho, a partir da evaporação da água do mar e o mineral, extraído de minas subterrâneas. Além disso, há os produtos acrescidos de substâncias, como é o clight.

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